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Emanações e Qualidade das vibrações no Grupo Mediúnico

  • Foto do escritor: fergs
    fergs
  • 16 de abr
  • 3 min de leitura


Cada qual emitia raios luminosos, muito diferentes entre si, na intensidade e na cor, esses raios confundiam-se na distância aproximada de 60 cm dos corpos físicos e estabeleciam uma corrente de força, bastante diversa das energias da nossa esfera. Essa corrente não se limitava ao círculo movimentado. Em certo ponto, despejava elementos vitais, à maneira de fonte miraculosa, com origem nos corações e nos cérebros humanos que ali se reuniam.[1]  

 

A transcrição em epígrafe mostra a avaliação do ambiente espiritual de um grupo de médiuns, preparando-se para o exercício da psicografia e registra as possibilidades dos servidores terrenos no serviço de intercâmbio. A ponderação do instrutor comenta as características dessas equipes de trabalho, compondo material útil na nossa condução e preparo para as tarefas dessa natureza.

Extraímos as seguintes considerações desse excerto:

1. Cada trabalhador emite emanações diferentes, percebidas por André Luiz como cores com mais ou menos intensidade;

2. Essas emanações de vários matizes unem-se para a formação de uma corrente de energia diferente das energias emitidas pelos Espíritos desencarnados;

3. As emanações dos encarnados têm origem no “coração e no cérebro humanos ali reunidos”.

A informação trazida pelo benfeitor dá conta de que somos artífices no trabalho de intercâmbio com as esferas espirituais e contribuímos significativamente para que as atividades se realizem com o melhor resultado. No entanto, o grande trabalho a ser feito se dá em nossas individualidades, credenciando-nos a ofertar à Espiritualidade os recursos salutares para iluminar as sendas que de nós se aproximam.

O Codificador afiança: “a reunião é um ser coletivo” e essa coletividade torna-se um foco benfazejo de eflúvios utilizados como medicação para os necessitados, após a transposição do pórtico do túmulo, sem a compreensão adequada de suas realidades.

André Luiz, sob a orientação do Instrutor Alexandre, permite-nos ainda compreender, em parte, a complexidade de um evento mediúnico e a nossa responsabilidade, quer na educação dos sentimentos, quer na aquisição de saberes, com o objetivo de viabilizar a melhor contribuição para minorar o sofrimento dos nossos semelhantes.

Allan Kardec, em A Gênese, assinala que:

Assim se explicam os efeitos que se produzem nos lugares de reunião. Uma assembleia é um foco de irradiação de pensamentos diversos. É como uma orquestra, um coro de pensamentos, onde cada um emite uma nota. Resulta daí uma multiplicidade de correntes e de eflúvios fluídicos cuja impressão cada um recebe pelo sentido espiritual, como num coro musical cada um recebe a impressão dos sons pelo sentido da audição. Mas, do mesmo modo que há radiações sonoras, harmoniosas ou dissonantes, também há pensamentos harmônicos ou discordantes. Se o conjunto é harmonioso, agradável é a impressão; penosa, se aquele é discordante. [2]

 

Quem se candidate a compor uma equipe mediúnica, seja como médium, dialogador ou dirigente deve atentar para a prioridade existencial - o aprimoramento intelecto-moral. Embora esse seja o objetivo da encarnação de todos os seres, em se tratando dos seareiros da atividade mediúnica é fator indispensável para o êxito no exercício da mediunidade com Jesus.

Esses dias graves são férteis em oportunidades para o exercício da paciência, humildade, honestidade, respeito às diferenças, gentileza, perdão das ofensas dentre outras qualidades morais. Sirvamo-nos, pois, dos ensinamentos legados por Jesus ao identificar o potencial subjacente em cada um de nós quando afiançou “Vós sois deuses”. Deixemos luzir a divindade que carregamos conosco, refletindo nas reuniões mediúnicas das quais participamos o nosso esforço diuturno de iluminação.

 

Seleção de Textos: José Francisco da Mota Lopes

Comentários. Maria Elisabeth Barbieri


Referências:

[1]   XAVIER, Francisco Cândido. Espírito André Luiz. Missionários da Luz ed. 45. Pg. 11

[2] [2] KARDEC Allan. Tradução de Guillon Ribeiro. A gênese. FEB Publisher. D. do Kindle. Cap. XIV, item 19

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