Os Mensageiros, cap. 45 - Mente enferma
- fergs

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Este poema é inspirado no capítulo do livro “Os Mensageiros”, ditado pelo Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier – da FEB Editora.
Na inspiração para compô-los tivemos o auxílio valioso do querido poeta Roberto Pedro Michelena, ex-Presidente da Fergs, que na sua labuta no mundo espiritual tem nos estimulado a trabalhar a linguagem poética como forma de educar os sentimentos e abrandar os impulsos. Cada poema expressa algum ou alguns dos ensinos profundos trazidos na obra em referência, pelo que convidamos o leitor a fazer a leitura do texto do livro e após repetir a leitura do poema, o que levará razão e coração a aprofundar o entendimento dos ensinos ministrados pelo mestre André Luiz.
Beth Barbieri
Mente enferma
Aniceto observava atento a assembleia
Que se fazia plural, com entidades dos dois planos
Alinhando orientações que afloravam à ideia
Senhor Bentes, encarnado, era o dialogador
Ouvia um cavalheiro, com o cérebro anuviado
A fazer indagações ao digno orientador
Fidélis era seu nome, e trazia ponderação
Dizia-se estudioso, conhecedor do Espiritismo
Preocupava-se, contudo, com a mistificação
– O Espiritismo, senhor – afirmava orgulhoso –
Tem teses bem sedutoras em farta literatura
Mas, sem razão rigorosa, torna-se bem duvidoso
Nas reuniões que assisto, almejo comprovação
Porém a mediunidade necessita de critérios
De demonstrações exatas a ampliar-lhe a proporção
O nobre interlocutor, com sua fé raciocinada
Interveio com a calma necessária no momento
Vertendo nobres conceitos de maneira alinhada
A Doutrina traz verdades que falam ao coração
Não se ausculta a grandeza do seu ensino sublime
Com o filtro imperfeito da humana observação
Os erros de muitos séculos turvam o entendimento
A fonte da compreensão jorra através do esforço
Mergulhando o intelecto, depurando o sentimento
Não logramos ascender a esferas superiores
Sem antes solver as dívidas e vencer imperfeições
O amor de Deus é trabalho e não contempla favores
Fidélis, a contragosto, ripostou com ironia
– Não me refiro à fé, mas à razão e à ciência
Cada fraude comprovada redunda em zombaria
Bentes, muito ponderado, respondeu pacientemente
– Não se concentram nos médiuns as verdades divinais
São simples trabalhadores e instrumentos somente
– Essa Doutrina, Fidélis, propõe a renovação
Valoriza o serviço e a produção do que é útil
É um caminho de esforço na rota da perfeição
Só o plantio permanente traz o trigo da verdade
E o tesouro da fé vem das obras salutares
Ciência com consciência conduz à felicidade
Diálogo luminoso pleno de amor fraternal
Para casos que enxameiam na vida de relação
Enfermos a ignorar a extensão do seu mal












































