Os Mensageiros, cap. 49 - Máquina divina
- fergs

- há 4 dias
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Este poema é inspirado no capítulo do livro “Os Mensageiros”, ditado pelo Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier – da FEB Editora.
Na inspiração para compô-los tivemos o auxílio valioso do querido poeta Roberto Pedro Michelena, ex-Presidente da Fergs, que na sua labuta no mundo espiritual tem nos estimulado a trabalhar a linguagem poética como forma de educar os sentimentos e abrandar os impulsos. Cada poema expressa algum ou alguns dos ensinos profundos trazidos na obra em referência, pelo que convidamos o leitor a fazer a leitura do texto do livro e após repetir a leitura do poema, o que levará razão e coração a aprofundar o entendimento dos ensinos ministrados pelo mestre André Luiz.
Beth Barbieri
Máquina divina
Observamos o coma de um sexagenário
Nosso concurso seria o desligamento final
Aniceto convidou-nos a uma atenção especial
A fixar-se no enfermo prestes a desencarnar
Vimos os pontos da alma, o corpo abandonar
O sagrado tabernáculo de concessão divinal
Habitação temporária do Espírito imortal
Aniceto acentuou-me a visão e pude ver
A usina maravilhosa que nos permite viver
Os sistemas, o esqueleto, músculos, circulação
A linfa, os hormônios, sentidos, a digestão
Diferente da visão que eu tinha na Medicina
Milhões de seres e formas de expressão pequenina
Barcaças que transportavam os agentes invasores
Em núcleos organizados, colônias de agressores
A mente do moribundo se esforça em reagir
Mas o esforço era vão, ele iria sucumbir
Aniceto compreendendo a minha admiração
Lembrou-me de que o corpo tem molde preexistente
Reações e movimentos se submetem à mente
Que é conquista do homem pela concessão divina
Nas múltiplas existências onde cumpre a sua sina
A autonomia dos órgãos na esfera celular
Cabe ao pensamento humano a ação de coordenar
Tal a máquina moderna, nossa estrutura carnal
Tem a sua combustão no senso espiritual
O caráter, a razão, memória e direção
Equilíbrio, entendimento e corporal expressão
São registrados na mente – a sede dessa usina
Também o metabolismo dessa grande oficina
Para atender ao serviço que está no molde sutil
No qual abuso e desvio afetam-lhe o perfil
No corpo daquele enfermo em vias de retirada
As células em conflito sem defesa organizada
Mostravam que ele vivera sem cultivo à disciplina
Era um corpo em expulsão da engrenagem divina
Os estudos da ciência levarão a academia
Ao encontro da essência que há no homem, algum dia
Provando que só o bem, nessa quadra vivencial
Assegura o cumprimento do fito existencial












































