Os Mensageiros, cap. 50 - A desencarnação de Fernando
- fergs

- há 4 dias
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cedidos à Federação Espírita do Rio Grande do Sul.

Este poema é inspirado no capítulo do livro “Os Mensageiros”, ditado pelo Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier – da FEB Editora.
Na inspiração para compô-los tivemos o auxílio valioso do querido poeta Roberto Pedro Michelena, ex-Presidente da Fergs, que na sua labuta no mundo espiritual tem nos estimulado a trabalhar a linguagem poética como forma de educar os sentimentos e abrandar os impulsos. Cada poema expressa algum ou alguns dos ensinos profundos trazidos na obra em referência, pelo que convidamos o leitor a fazer a leitura do texto do livro e após repetir a leitura do poema, o que levará razão e coração a aprofundar o entendimento dos ensinos ministrados pelo mestre André Luiz.
Beth Barbieri
A desencarnação de Fernando
Cessou a observação
Era infinitesimal
Minuciosa, importante
À nossa faina normal
Sem o toque de Aniceto
Não havia potencial
Que me outorgasse visão
De maneira exponencial
Ainda via detalhes
Da estrutura celular
Mas a ação microscópica
Não pude mais captar
A genitora do enfermo
Pediu a intervenção
Do instrutor Aniceto
Para a desencarnação
Seu filho permanecia
Muito preso à sensação
Pois vivera para o instinto
Negligenciando a razão
Eram os últimos momentos
Da existência de Fernando
E o amparo da mãezinha
Tinha um considerando
Devia ficar entregue
A si mesmo por momento
Para rever o passado
E ter arrependimento
Tanto ele quanto a mãe
Deviam à lei divina
Não podendo agravar
As dores da sua sina
O clínico espiritual
Informou à mãe aflita
Pela sua intercessão
Ficará em zona bendita
Protegido de influências
Inferiores, criminosas
Mesmo em baixas regiões
Terá lições proveitosas
As ações dos benfeitores
Melhoraram o doente
Tranquilos os familiares
Se afastaram do ambiente
Uma ocasião propícia
Para o desligamento
E a proteção materna
Facilitou o momento
Espíritos infelizes
Surgiram naquela cena
Convocando o moribundo
A sair da vida terrena
Nossas afeições no mundo
São nuvens de criaturas
São as cortes invisíveis
A rondarem as sepulturas
Pratiquemos o Evangelho
Vivendo em harmonia
Porque assim andaremos
Sempre em boa companhia












































