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Comunicar para Unir e Unificar




Vinícius Lima Lousada[1]


E, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses, e a que veio de Laodicéia lede-a vós também. — Paulo (Colossenses, 4:16)[2]



Um dos principais desafios do trabalho de União e Unificação em nossas fileiras se traduz na comunicação, nada obstante não nos faltem materiais orientadores produzidos pelo Movimento Espírita, com o concurso de dedicados companheiros e federativas, no sentido de desdobrarmos alguma excelência no trabalho de divulgação do Espiritismo.

Treinamentos notáveis são desenvolvidos junto ao pujante movimento de colaboradores reencarnados do Consolador em âmbito local e global. E, com o advento da pandemia, despertamos aos potenciais da dimensão virtual do centro espírita e, por consequência, das possibilidades que as tecnologias de informação e comunicação descortinaram ao nosso trabalho de difusão do pensamento espírita.

Guardamos, dos instrutores espirituais, notáveis mensagens de esclarecimento e consolo, como também, diversos convites para que possamos dar acesso à informação espírita a muita gente e, finalmente, estamos constituindo usos de alguma tecnologia assistiva para compartilhar saberes espíritas aos irmãos que, enfrentando certas barreiras físicas para o acesso ao conhecimento legado por Allan Kardec, venham a transpô-las colhendo das fontes puras da Codificação as imortais lições para a verdadeira felicidade.

Dispomos, os espíritas daqui e de acolá, de uma concepção de nossa coletividade doutrinária consoante à Lei de Sociedade e a moderna visão do tecido social, tanto quanto de sua trama quando anotamos que

“O Movimento Espírita é uma rede de instituições que se unem em torno de propósitos convergentes com a missão regeneradora do Espiritismo e, em regime de trabalho colaborativo entre as unidades da rede, desenvolve um conjunto de atividades mais ou menos articuladas entre si, as quais, por sua vez, objetivam o estudo, a divulgação, a prática e a vivência moral da Doutrina Espírita contida nas obras de Allan Kardec, colocando-as ao alcance e a serviço de toda a Humanidade.”[3]


O Movimento Espírita já se sabe como um conjunto de instituições e pessoas que as formam atendendo a um padrão básico da vida no que conhecemos no cosmos, na natureza terrena e na vida espiritual: uma rede de conexões. Das ligações entre as galáxias, à teia da vida, seja nas configurações de nosso organismo, ou nas correlações espírito-matéria, ou ainda, nas dinâmicas das sociedades do Invisível, tudo se articula em redes de comunicação, de alimentação fluídica, de sustentação mútua, ainda que se preservem as individualidades, características particulares de indivíduos, coletividades, corpos celestes, colônias espirituais, enfim.

A internet, por sua vez, é uma rede mundial de dispositivos e, através dela, cortamos as distâncias para a divulgação da mensagem espírita e para o desenvolvimento de treinamentos de trabalhadores do nosso movimento, para as nossas reuniões de trabalho e etc.

É verdade que se o Espiritismo não demanda proselitismo, é forçoso afirmar que não nos compete guardá-lo a "sete chaves". Ele veio ao mundo por ordem do Mestre Jesus que prometeu a vinda do Paracleto e, estando encarnado entre nós, não deixou de propor-nos: “Indo ao mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda criatura.”(Mateus 16:15)[4] Além disso, afirmou aos fariseus sobre os Seus discípulos que queriam fossem calados: “Eu vos digo: Se eles silenciarem, as pedras gritarão.” (Lucas, 19:40)[5]

Logo, da Doutrina Espírita aos indicativos do Mestre, comunicar a mensagem libertadora é um dever que compete aos discípulos do Evangelho, mas, ainda assim, apesar de todos os esforços de produção de canais, vídeos, boletins informativos, e-mails e outros recursos de comunicação por aplicativos, há algo da mensagem que parece se perder, seja em transmissão de conteúdo espírita, seja em comunicação de ações de União e Unificação. O que se dá? Indagaremos aos benfeitores espirituais? Será que já não sabemos a resposta?

Emmanuel, comentando o texto que colocamos em epígrafe, anota que “(...) recomendava Paulo que as epístolas dedicadas a determinada igreja fossem lidas e comentadas em diferentes santuários para a necessária fusão e dilatação dos conhecimentos elevados.”[6]

A unidade básica do movimento espírita é o centro espírita e o elemento que, em grupo, forma a bela diversidade de nossas associações se chama indivíduo. Está no indivíduo o agente indispensável de partilha de informações sobre a Doutrina e o Movimento Espírita. A chave do êxito comunicacional de nossa coletividade espiritista está naquilo que se pode denominar “a parte de cada um”.

A tal parte de cada um, ou seja, o dever que compete a cada espírita para com o espalhamento da informação sadia, seja colocando em dia a leitura do e-mail institucional do centro espírita e compartilhando as informações com as suas equipes, seja aprimorando outros processos comunicacionais que dizem respeito à conexão respeitosa com as pessoas, comprometida com a missão do centro espírita e do Espiritismo, aproveitando-se sempre cada oportunidade para veicular a ideia edificante, a página esclarecedora, difundir o livro espírita, comunicar as ideias filosóficas do Espiritismo da forma e pelos meios mais adequados, tendo em vista o constante aprendizado e a nossa condição de servidores do Bem.

Meditemos nisso, e despertemos para o valor das pequenas ações em prol do compartilhamento de informações e difusão do Espiritismo. Sem comunicação não há Unificação. Parece-nos que consiste em dever de todo o trabalhador espírita informar para irmanar.


Referências: [1] Vice-presidente de Unificação da Fergs. [2].ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia Sagrada. Nostrum Editora. Edição do Kindle. [3] BARBIERI, Maria Elisabeth; LOUSADA, Vinícius Lima. O paradigma da rede e o movimento espírita. In: BARBIERI, Maria Elisabeth. org. União e Unificação: Caminho para a humanidade. Porto Alegre: Fergs Editora, 2018, p. 28. [4] DIAS, Haroldo Dutra Dias. O Novo Testamento. FEB. Edição do Kindle. [5] Idem. [6] XAVIER, Francisco Cândido. O evangelho por Emmanuel: comentários às Cartas de Paulo. Pelo Espírito Emmanuel (Locais do Kindle 7725-7726). FEB Editora. Edição do Kindle.

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