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Conselhos de Paz

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    fergs
  • há 1 hora
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Queridos amigos, irmãos do nosso coração! Recolhia junto à sabedoria do nosso venerando irmão Sepé, uma história que nos deixou a tecer profundas reflexões. Falava ele, ainda e sempre, sobre os conselhos de paz, amiúde estabelecidos entre as tribos.

Após as muitas luas de guerra, em que as perdas se tornavam superlativas e o tempo para a caça, para o plantio, para o manejo do gado, e tudo o quanto já se estabelecia nas comunidades indígenas ficava de certa forma, prejudicado pelas longas lutas que as tribos empreendiam umas contra as outras, os caciques chamavam o conselho de paz, ação sobre a qual o nosso guerreiro da paz já teve oportunidade de narrar um momento em que propôs mudar a configuração desses encontros, no qual os anciães, os pajés e os caciques, sentavam-se frente a frente para negociar os termos de um novo armistício. E dizia-nos ele, à época, que ao olharem-se frente a frente, as tribos continuavam, cada uma com a sua visão, numa simbologia do quanto os armistícios são frágeis, porque as criaturas prosseguem acalentando, dentro de si, as visões particulares. Nesse evento ele propôs que os caciques sentassem lado a lado para terem a mesma perspectiva e assim pugnarem menos.  

Após a breve rememoração ele nos convidou a pensar nos conselhos de paz nas famílias, nas comunidades, culminando com as nações. Falou-nos do quanto necessitam estabelecer uma pauta comum, apresentando uma única visão para atingir a paz, e para que os homens compreendam a necessidade de condições mínimas para uma vida digna no aspecto físico e sobretudo moral.

Falou-nos que as guerras continuam fazendo as suas vítimas, porque o homem quer a supremacia sobre o seu próximo. A palavra irmão, pronunciada há dois mil anos pelo Mestre Jesus, não foi compreendida, nem acolhida nos corações humanos. As criaturas trazem dentro de si o atrativo da força, do matar para continuar vivendo, e esse instinto, quando agravado pela sensualidade, se torna incontrolável, pois diferentemente dos nossos irmãos, os animais, que não ultrapassam a barreira da necessidade para fazerem suas presas e manter a própria vida, o homem mata, trucida, porque a sensação ainda avoluma o instinto que não cede à razão.

Convidava-nos o cacique, naquele venerável encontro, a que pudéssemos estimular em cada um daqueles sobre os quais temos alguma influência e isso se estende a nós, os que estamos fora do corpo físico, e a vós que permaneceis nele, a ascendência para pacificar.

Aprendamos a ouvir mais, para entender melhor as demandas de cada um.

Treinemos a modulação da voz para sermos eficazes naquilo que temos de dizer.

Encontremos o timbre certo para tocar as intimidades dos nossos interlocutores.

Sejamos os portadores da paz dinâmica a se erigir em oposição a ideias nefastas, modulando a oposição pelos acordes do diapasão da paz.

As correções de rumos e repreensões devem ser feitas, porque estabelecer a paz não é pactuar com a inércia e a conivência com o erro, mas é ofertar, àquele que se encontra dissociado das diretrizes benéficas, um caminho para a volta.

Estamos fadados a conviver, e quando essa convivência se fragmenta provoca dor, e no fundo de cada dor existe um desejo de retorno, mas as vias para a retomada do convívio precisam ser estabelecidas de forma cristã.

Há necessidade de desacomodação e de silenciar os julgamentos açodados para estabelecer a boa vontade nos corações.

Propunha-nos ele, ainda, apreciássemos o impacto das nossas falas, das nossas posturas, naqueles que ladeiam a estrada da vida conosco, e quando identificarmos o desagrado, sejamos transparentes, ofertemos o diálogo, a conversa franca, o abraço fraterno, se não puder ser o abraço amigo.

E se não pudermos ser amigos, temos o dever de sermos irmãos, e é assim que vamos estimular o desabrochar da propensão ao bem, característica dos integrantes da geração que chega para regenerar o mundo e que já está entre vós há muitos séculos.

A propensão ao bem é como a planta que necessita ser regada diariamente, cuidada dos inços e das ervas daninhas, amparada nos dias de tempestades, das ventanias, para que enrijeça o caule e se torne realmente a árvore frondosa da caridade e da fraternidade.

Fica, pois, o convite que recebemos do venerando amigo Sepé e estamos repassando aos nossos irmãos.

 

Oscar Pithan

Grupo Yvonne Pereira

Hospital Espírita de Porto Alegre

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