ASSESSORIA DE ARTE NA DIFUSÃO ESPÍRITA

VÍDEOS

CAPÍTULO IV

DA ASSESSORIA DE

ARTE NA DIFUSÃO ESPÍRITA

Art. 154º – À Assessoria de Arte na Difusão Espírita compete planejar, orientar e propor à Diretoria Executiva, ações que contemplem:

I – a difusão da Doutrina Espírita por meio da Arte;

II – a capacitação técnico-pedagógica e doutrinária dos trabalhadores da arte no Movimento Espírita;

III – promover e orientar o uso da arte nas instituições espíritas e órgãos de unificação; IV – promover o treinamento de trabalhadores, multiplicadores e facilitadores para o atendimento das formações da arte na difusão espírita.

Fonte: Regimento Interno da FERGS

O que é Arte:

“A beleza é um dos atributos divinos. Deus colocou nos seres e nas coisas esse misterioso encanto que nos atrai, nos seduz, nos cativa e enche a alma de admiração. A arte é a busca, o estudo, a manifestação dessa beleza eterna, da qual aqui na Terra não percebemos senão um reflexo.” DENIS, Léon. O Espiritismo na arte. 2.e. Rio de Janeiro: Publicações Lachâtre, 1994.

 

“A arte pura é a mais elevada contemplação espiritual por parte das criaturas. Ela significa a mais profunda exteriorização do ideal, a divina manifestação desse mais além que polariza as esperanças das almas”. XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: FEB, 14.e., Questão 161.

 

Objetivo da Arte:

“A arte tem como meta materializar a beleza invisível de todas as coisas, despertando a sensibilidade e aprofundando o senso de contemplação, promovendo o ser humano aos páramos da Espiritualidade. Graças à sua contribuição, o bruto se acalma, o primitivo se comove, o agressivo se apazigua, o enfermo se renova, o infeliz se redescobre, e todos os outros indivíduos ascendem na direção dos Grandes Cimos.” CARVALHO, Vianna. Atualidade do Pensamento Espírita, por FRANCO, Divaldo Pereira. Perg. 144. 3.e., Salvador: Ed Alvorada, 2002.

 

Evolução da Arte:

“A arte se eleva e progride em todos os graus da escala da vida realizando formas cada vez mais nobres e perfeitas, que se aproximam da fonte divina de eterna beleza.” DENIS, Léon. O Espiritismo na arte. 2.e. Rio de Janeiro: Publicações Lachâtre, 1994.

 

[...] “Desse modo, evolui do grotesco ao transcendental, aprimorando as qualidades e tendências, que estarão sempre à frente dos comportamentos de cada época. Lentamente, a Arte se desenvolve alterando os conteúdos e melhor qualificando a mensagem de que se faz portadora". Vianna de Carvalho. CARVALHO, Vianna. Atualidade do Pensamento Espírita, por FRANCO, Divaldo Pereira. Perg. 126. 3.e., Salvador: Ed. Alvorada, 2002.

 

Arte Espírita:

Na revista Espírita de dezembro de 1860, Kardec publica que na reunião da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, realizada em Paris, na noite do dia 23 de novembro de 1860, um espírito se manifestou da seguinte maneira:

“Como eu desejo, antes de tudo, vos ser agradável, vou pedir-vos o que quereis que eu trate; se tendes um assunto, fazei as perguntas. Enfim, senhores, sou sempre o vosso devotado, Alfred de Musset.”

O espírito que se comunicava espontaneamente era conhecido por todos, afinal o poeta, novelista e dramaturgo Alfred Louis Charles de Musset (Paris 1810-1857), havia desencarnado há pouco mais de 3 anos, tendo sido um dos expoentes literários do Romantismo Francês.

Kardec então faz a seguinte pergunta ao espírito: “A pintura, a escultura, a arquitetura e a poesia se inspiraram sucessivamente nas ideias pagãs e cristãs. Podeis dizer-nos se, depois da arte pagã e da arte cristã, não haveria um dia a arte espírita?”

Resposta de Aldred de Musset: “Fazeis uma pergunta respondida por si mesma. O verme é verme, torna-se bicho da seda, depois borboleta. Que há de mais etéreo, de mais gracioso do que uma borboleta? Pois bem! a arte pagã é o verme; a arte cristã é o casulo; a arte espírita será a borboleta.”

“Dentro em pouco, também vereis as artes se acercarem dele (Espiritismo), como de uma mina riquíssima, e traduzirem os pensamentos e os horizontes que ele patenteia, por meio da pintura, da música, da poesia e da literatura. Já se vos disse que haverá um dia a arte espírita, como houve a arte pagã e a arte cristã. É uma grande verdade, pois os maiores gênios se inspirarão nele. Em breve, vereis os primeiros esboços da arte espírita, que mais tarde ocupará o lugar que lhe compete.” KARDEC, Allan. “A minha primeira iniciação no Espiritismo”. Obras Póstumas

“Sem dúvida, o Espiritismo abre à arte um campo inteiramente novo, imenso e ainda inexplorado. Quando o artista houver de reproduzir com convicção o mundo espírita, haurirá nessa fonte as mais sublimes inspirações e seu nome viverá nos séculos vindouros, porque, às preocupações de ordem material e efêmeras da vida presente, sobreporá o estado da vida futura e eterna da alma.” KARDEC, Allan. Obras Póstumas “Influência perniciosa das ideias materialistas

 

O artista:

“O artista verdadeiro é sempre o médium das belezas eternas e o seu trabalho, em todos os tempos, foi tanger as cordas vibráteis do sentimento humano, alçando-o da Terra para o infinito e abrindo, em todos os caminhos, a ânsia dos corações para Deus, nas suas manifestações supremas de beleza, sabedoria, paz e amor.” XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, 14.e., Questão 161.

“Os artistas, como os chamados sábios do mundo, podem enveredar, igualmente, pelas cristalizações do convencionalismo terrestre, quando nos seus corações não palpite a chama dos ideais divinos, mas, na maioria das vezes, têm sido grandes missionários das ideias, sob a égide do Senhor, em todos os departamentos da atividade que lhes é próprio, como a literatura, a música, a pintura, a plástica. XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, 14.e., Questão 162.