Emoção e gratidão com Haroldo Dutra Dias no aniversário da FERGS


Com um salão lotado de olhares atentos e ansiosos pelas palavras do convidado Haroldo Dutra Dias, a segunda sessão do evento “Educação dos Sentimentos: união, diferenças e antagonismos”, teve início às 14h do dia 17 de fevereiro de 2019, no Centro de Eventos do Hotel Embaixador, em Porto Alegre.

Após cerimonial e apresentação artística com o Grupo Evangelizar É Amar, o Presidente da Federação Espírita do Rio Grande do Sul, Gabriel Nogueira Salum, falou sobre a comemoração dos 98 anos da federativa gaúcha. “Aqui nesta plateia temos os mais belos e anônimos exemplos de trabalhadores cristãos que têm entregue as suas vidas porque se assim não fosse nós não seríamos a Federação Espírita do Rio Grande do Sul”, destacou.

Para ele, a casa completa 98 anos com jovialidade, com vigor e solidez em suas estruturas físicas e espirituais. “Ela é muito mais que apenas um prédio na capital do estado, ela é uma rede de almas comprometidas diretamente com Cristo. Quando completamos mais um ano de idade e nos aproximamos do centenário da Casa Espírita do gaúcho significa que, por mais um ano, milhões de almas foram consoladas”, disse.

Salum desejou que a convivência entre todos que fazem parte desta história seja simples e fraterna, sem inverdades, sem personalismo e sem fascinações. “Que seja aquilo que a Terra mais precisa, o entendimento e a paz, que esta bandeira, na qual encontraremos sempre os dizeres de Ismael ‘Deus, Cristo e Caridade’, seja hasteada em nossos corações, no seio do nosso movimento”, encerrou.

Em seguida, o convidado Haroldo Dutra deu início ao painel ‘Os Discípulos’, que, apesar de apresentar o mesmo tema da manhã, trouxe nova perspectiva e reflexões para o público da segunda sessão. O painelista iniciou sua fala destacando que há uma lei de justiça no universo que estabelece limites. Limites na conduta, na palavra, na ação, no uso dos bens materiais, nas relações com o outro e que essa lei estabelece o princípio da responsabilidade. “Somos seres livres da criação. Podemos optar e escolher, mesmo o mal. Acontece que os corações que amam estão acima da lei e governam a vida, porque quem ama não fere. Quem ama não necessita de dispositivos exteriores para limitar a sua conduta. Porque aquele que ama sempre age em benefício do outro”, indicou Haroldo.

Além disso, convidou os presentes a inúmeras reflexões: “Imaginem o governador espiritual do orbe, que convive com os cristos planetários e com os cristos dos sistemas solares. O ser que já atingiu um patamar evolutivo que o seu trabalho agora é na construção de planetas. O ser que não há mais limite para o seu deslocamento. Tendo uma visão da evolução planetária, da nossa evolução espiritual, conhecendo nosso percurso evolutivo, ao chegar aqui, ele expressa uma maneira muito peculiar de lidar conosco. Primeiro porque vê em nós nem mesmo aquilo que nós podemos enxergar, porque ele é capaz de tocar o nosso futuro, ele sabe os potenciais que foram depositados em nossa consciência e não trata as criaturas em função das suas situações temporárias. Jesus não lidava com os discípulos considerando a situação atual deles”, explicou.

Neste momento e durante todo o painel, sua fala teve como apoio um diálogo de Jesus Cristo com o apóstolo Judas Tadeu, presente no livro ‘Boa Nova’, de Humberto de Campos por Chico Xavier. Haroldo utilizou das palavras da passagem para esclarecer aspectos da relação do governador do Planeta Terra com os seus discípulos, destacando a amorosidade e a sua capacidade de enxergar o potencial de cada espírito no trabalho. “O amor que cada um de nós pode oferecer é um dom único”, afirmou.

Ainda, em mais um convite à reflexão, indagou ao público: “O que faz uma pessoa entregar a sua vida por alguém? Com Jesus as pessoas experimentaram uma intensidade de amor nunca antes experimentada. Estar ao lado de Jesus para os espíritos da Terra era como tocar o amor de Deus. E o amor do Cristo fazia essa intermediação”, observou.

Haroldo também falou sobre a responsabilidade pelos nossos atos e escolhas, mas que mesmo livres, ainda há questões que dizem respeito apenas a Deus em nossas vidas. “Nós assumimos a sementeira, não o resultado (...). Nós podemos ser instrumentos do amor de Deus. Instrumento naquilo que ele nos designa (...). Estamos na Transição Planetária. Da hora em que você acorda até a hora que você deita vai receber milhões de convites para destruir. O mundo está repleto de instrumentos de destruição. Mas lembre que, perante Jesus, sempre é melhor construir”, salientou.

Após o intervalo, no qual atendeu o público em sessão de autógrafos, Haroldo Dutra Dias respondeu perguntas da plateia, intermediadas pelo presidente da FERGS, Gabriel Salum. O convidado esclareceu dúvidas sobre diversos temas como captação de recursos na casa espírita, obras literárias com desvio doutrinário e o estudo da Bíblia. Por fim, ao atender um pedido de relato sobre sua passagem pelo Rio Grande do Sul e sobre o movimento espírita gaúcho, Haroldo emocionou-se ao falar sobre as figuras gaúchas que foram essenciais para que o espiritismo avançasse pelo Brasil. Também demonstrou gratidão pela acolhida fraternal e destacou que o amor esteve presente em todos os pequenos gestos e momentos da sua caravana pelo estado.

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