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5.4 As lições dos Mestres de Cidade Esperança nos protegem contra o suicídio



Tratemos da saciedade.


Gabriel Salum refere que a saciedade é “uma espécie de exaustão, uma congestão da alma pelo consumo excessivo e indevido de conteúdos espiritualmente tóxicos e malfazejos. É aqui que situamos a avareza, o abuso do sexo, a dependência química, o consumismo, a desonestidade, a malversação do poder.” (SALUM, Gabriel, Fé na vida, Porto Alegre: Francisco Spinelli, 2017).


A saciedade está relacionada com a satisfação dos cinco sentidos (visão, audição, paladar, tato e olfato), ou, em outras palavras, com a sensualidade.


O Espírito Delphine de Girardan já nos lembrava que: “A infelicidade é a alegria, é o prazer, é o tumulto, é a vã agitação, é a satisfação da vaidade, que fazem calar a consciência, que comprimem a ação do pensamento, que atordoam o homem com relação ao seu futuro” (ESE, Capítulo V, item 24).


Interpretemos tal frase tendo em mira que a letra mata e o espírito vivifica (Paulo em II Cor. 3:6). Deixemos, portanto, de lado a interpretação literal (equivocada e absurda) e busquemos o espírito que anima a orientação de Delphine. O prazer é ruim? Somente se admitirmos que Deus criou algo apenas para o mal. A alegria é maléfica? De modo algum, especialmente quando nossos filhos nos recebem com um grande sorriso no rosto e com os braços abertos.

Tanto o prazer como a alegria trazem a mais pura felicidade quando dão voz à nossa consciência, deixando brotar o fiel cumprimento às leis que estão gravadas em nosso íntimo. Por outro lado, apenas satisfazer os sentidos cala nossa consciência e gera inolvidável infelicidade. Além disso, todo excesso gera dor. É da lei. Especialmente em se tratando de satisfação dos sentidos. Assim esclarecem os Espíritos Superiores na Questão 713 do LE: “A Natureza traçou limites aos gozos? Sim, para vos indicar o limite do necessário. Mas, pelos vossos excessos, chegais à saciedade e com isso vos punis a vós mesmos”.


Aliás, a satisfação excessiva pela gula foi utilizada pelos Espíritos Superiores na Questão 964 do LE para explicar a intervenção de Deus nas penas e recompensas:


“Há necessidade de que Deus se ocupe de cada um dos nossos atos, para nos recompensar ou punir? A maioria desses atos não são insignificantes para Ele? Deus tem suas leis, que regulam todas as vossas ações. Se as violais, a culpa é vossa. Sem dúvida, quando um homem comete um excesso qualquer, Deus não profere contra ele uma sentença, dizendo-lhe, por exemplo: Foste guloso, vou punir-te. Ele traçou um limite: as doenças e, muitas vezes, a morte são a consequência dos excessos. Eis a punição: ela resulta da infração da lei, como, aliás, sucede em tudo.”

Evitemos a saciedade. Nosso corpo a todo o momento aponta os limites. Seja nossa alimentação fonte de bem-estar e saúde. Seja nossa atividade corporal a manutenção de nossa saúde. Seja nosso corpo saudável pela ausência de tóxicos (todos os tipos de drogas - lícitas ou não). Seja o sexo uma forma de manifestação do mais puro amor entre duas criaturas que se respeitam e admiram mutuamente. Enfim, seja nosso corpo um instrumento equilibrado e íntegro que nos permita sentir (acima dos cinco sentidos) a presença do Senhor soberano de tudo o que existe.


(continua)

Ilustração:

Artista: Carl Henrich Block - 1873

Capela do Castelo Frederiksborg - Dinamarca

Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Gethsemane_Carl_Bloch.jpg

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