Bacharel em Direito, Juiz Federal titular da 4ª Vara Federal de Passo Fundo/RS. Palestrante e Facilitador do ESDE no Centro Espírita de Caridade Dias da Cruz, em Passo Fundo/RS.

“Ao ouvirem ‘ressurreição dos mortos’, uns zombaram e outros disseram: A respeito disso te ouviremos também outra vez” - Atos 17:32

A imagem do Mestre redivivo após o terceiro dia de sua morte infame na cruz ficou gravado na memória de todos aqueles que presenciaram tal fato. A dúvida, porém, surgiu ainda no domingo de Páscoa.

Tomé afirmou que “Se {eu} não vir em suas mãos a marca dos cravos, {não} puser o meu dedo na marca dos cravos e {não} puser a minha mão em sua pleura, não crerei”[1].

Impressiona partir de Tomé a incredulidade diante da afirmação dos demais apóstolos no sentido de que haviam visto o Senhor vivo. Como pode tal postura? Tomé era um dos 12 discípulos, acompanhou diariamente Jesus durante seus três anos de vida pública e foi testemunha ocular de inúmeras ocorrências denominadas milagres na época[2].

Ora, a vitória do Cristo sobre a morte era considerada escândalo pelos judeus e loucura pelos gentios conforme nos narra Paulo de Tarso[3], tendo o Apóstolo dos Gentios espec...

Já nos capítulos 11, 12 e 13 de Mateus ocorrem diversas predições, Jesus cura um homem com as mãos atrofiadas e apresenta diversos discursos em parábolas - especialmente a do Grão de Mostarda:

“Outra parábola lhes propôs, dizendo: O Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem recebeu e semeou em seu campo, o qual é, de fato, a menor de todas as sementes; porém, quando cresce, é a maior das hortaliças e torna-se árvore, de modo que as aves do céu vêm e aninham-se em seus ramos” (Mateus 13:31-32)

Anota Haroldo Dutra Dias que não há consenso entre os estudiosos quanto à identificação dessa planta, já que para alguns se trata da “Sinapis nigra” ou mostarda negra (comum na Palestina e que cresce da altura de um homem montado num cavalo) e para outros se refere à “Salvadora persica”, encontrada em pequenas quantidades no vale do Rio Jordão e que produz um fruto suculento.[1]

Deve ser registrado que na região de Nazaré, local de sua infância, Jesus “não realizou ali muitos pro...

As grandes dores da transição planetária abalam moralmente a humanidade terrestre. Contorcem-se os Espíritos imortais diante das grandes dificuldades que se impõem. Como se manter hígido? Como se manter firme? Como manter a fé na vida? Precisamos buscar esclarecimento junto ao Cristo, recordar a vivência da fé pelos Apóstolos e o consolo da Doutrina Espírita.

Narra-nos Mateus o seguinte:

“Depois de se dirigirem à turba, aproximou-se dele um homem, ajoelhou-se e disse: Senhor, tem misericórdia do meu filho, porque é lunático e padece horrivelmente; pois muitas vezes cai no fogo, e muitas vezes na água. Levei-o aos teus discípulos, mas não foram capazes de curá-lo.” (Mateus 17:14-16).

Haroldo Dutra Dias faz a seguinte anotação de rodapé quanto ao termo “lunático”:

“Era uma espécie de loucura, com intervalos de lucidez. Noutros casos, se referia à epilepsia. Acreditava-se que os ciclos dessa doença estivessem relacionados com as fases da lua ou com seus raios. No Novo Testamento há uma distin...

Kardec pergunta aos Espíritos Superiores qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de melhorar nessa vida e de resistir à atração do mal (Questão 919) e a resposta é “Conhece-te a ti mesmo”.

Conhecedor da sabedoria dessa máxima e também da dificuldade de cada um em precisamente conhecer-se a si mesmo, Kardec complementa a pergunta, indagando “Qual o meio de consegui-lo?” (Questão 919a).

A resposta dada pelo Espírito de Agostinho é a seguinte:

“Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava em revista o que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tinha motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma”

Meditemos sobre essa preciosa e singela lição, mas ao mesmo tempo dificílima de ser aplicada por força do egoísmo e do orgulho enraizado em nossos hábitos.

(continua)

A Ciência Universal engloba (a) o universo exterior, composto de tudo que impressiona nossos sentidos, e (b) o universo interior, de igual riqueza e beleza pois abrange o corpo, a alma e o perispírito.

Epaminondas afirma que “Até que passamos ao estudo de nós mesmos, joias que somos, todos nós, as Almas, do escrínio sideral, futuros ornamentos da Corte Universal em que se imprimiu o selo sagrado do Pensamento Supremo, e para quem tudo, tudo foi imaginado e criado pelo Pai Amoroso que de coisa alguma necessita, que nada quer senão que nos amemos uns aos outros!”.[1]

(continua)

Referências:

[1] Ob. Citada, p. 430. Escrínio é um pequeno cofre para guardar joias.Recordamos que Agostinho, em sua obra O Livre-Arbítrio, conduz o raciocínio de Evódio demonstrando que toda obra provém de Deus e esclarece que “entre os corpos materiais, a luz ocupa o lugar mais excelente. Segue-se que a últimas das almas deve ser colocada acima desse principal ser, entre os corpos materiais. (...) Pois esta [a alma]...

Epaminondas desvela cenas vivas de sua vida, mostrando que “Assim surgiu, em lições sempre sequentes e habilmente parceladas, a idade do Homem, a divisão das raças, a suprema glória do planeta abrigando, finalmente, a parcela divina que, um dia, deverá refletir a imagem e a semelhança do seu Criador”[1], concluindo Camilo que:

“Vivemos todos em plena Eternidade, somos cidadãos do Infinito, e para a Eternidade o que existe é o momento presente, sem ocasos, sem lapsos! Ela, a Eternidade, vive dentro do presente, porque justamente é esta a sua peculiaridade! Das ondas luminosas do éter invisível, ou seja, dos arquivos do Infinito como dos sacrossantos depósitos da Eternidade, extraía Epaminondas a matéria grandiosa para as aulas fornecidas”.[2]

Onde poderíamos aprofundar a questão envolvendo o presente, o passado e o futuro? Registramos que Kardec se debruçou sobre tal questão no livro A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo[3]. Outrossim, é digno de referência que o Codi...

Epaminondas esclarece que as lições da Ciência Universal passaram por 3 fases bem distintas. Na primeira fase, havia uma doutrina secreta transmitida somente àqueles que comprovassem a sanidade moral e mental para recebê-la após 10 anos de provas duríssimas[1].

Tal situação perdurou até a vinda do amoroso Nazareno. Inicia-se a segunda fase quando Jesus popularizou o ensino secreto para todos (homens de boa ou má-fé).

Por fim, a terceira fase ocorre com o advento do Espiritismo, quando então Decretos Divinos ordenam o ensino a todos (encarnados ou desencarnados – inclusive do astral inferior; virtuosos ou pecadores), a fim de auxiliar a regeneração da humanidade terrestre.

O Espírito Caírbar Schutel (através da mediunidade de Marta Antunes) resume de forma magistral o início da terceira fase:

O mundo passava por momentos decisivos, transformadores, oferecendo condições para o surgimento de uma nova humanidade. Ao mesmo tempo, ocorria o rompimento com idéias cristalizadas do passado no campo...

Primeira lição – Conhece-te a ti mesmo. Qual a origem dessa frase? Qual o método de Epaminondas para ensinar tal lição? Por que conhecer a si mesmo? Como conhecer a si mesmo? O pórtico da Escola de Ciências ostentava os seguintes preceitos: “Homem! Conhece-te a ti mesmo!”e “Ninguém entrará no Reino de Deus se não renascer de novo” e tais frases irão nortear nossa busca pelas respostas.

Pausânias[1] era geógrafo e viajante grego. Viveu no século II e registrou com detalhes suas viagens, o que permite reconstruir a Grécia de seu tempo. Na Seção 1 do Capítulo 24 (Templo de Apolo em Delphos[2]) do Tomo 10 (Região da Fócia), narra que sete sábios gregos dedicaram a Apolo[3] as celebradas máximas “Conhece-te a ti mesmo” e “Nada em excesso”.[4]

(continua)

REFERÊNCIAS:

[1]https://pt.wikipedia.org/wiki/Paus%C3%A2nias_(ge%C3%B3grafo)

[2]A beleza da pitonisa de Delphos foi imortalizada no teto da capela sistina;confira em https://goo.gl/yFHkm3- acessado em 04 jul. 2017. São dignos de nota, ainda, os v...

A descrição psicológica de Epaminondas é de um homem com rigidez de costumes, virtudes inatacáveis, energia inquebrantável e atitude varonil. Mas, acima de tudo, um gigante da oratória.

Camilo explica que “o emérito educador auxiliava-nos a esfolhar a própria consciência”. Tarefa árdua e ao mesmo tempo apavorante, pois desnudava o estudante perante os demais, revelando suas fraquezas e quedas, equívocos e sofrimentos. Porém, igualmente mostrava força e soerguimento, acertos e alegrias. O aspecto científico da verdade seria também desvelado.

Podem, dessa forma, ser divididas as lições de Epaminondas em dois grandes eixos. O primeiro eixo trata da necessidade de nos conhecermos e a segunda da necessidade de nascermos de novo para entrarmos no Reino de Deus.

(continua)

Pintura de John La Farge (Visita de Nicodemos a Cristo "Visit of Nicodemus to Christ" -

do Smithsonian American Art Museum) de 1880.

“Ao ouvirem ‘ressurreição dos mortos’, uns zombaram e outros disseram: A respeito disso te ouviremos também outra vez”  - Atos 17:32

A imagem do Mestre redivivo após o terceiro dia de sua morte infame na cruz ficou gravado na memória de todos aqueles que presenciaram tal fato. A dúvida, porém, surgiu ainda no domingo de Páscoa.

Tomé afirmou que “Se {eu} não vir em suas mãos a marca dos cravos, {não} puser o meu dedo na marca dos cravos e {não} puser a minha mão em sua pleura, não crerei”[1].

Impressiona partir de Tomé a incredulidade diante da afirmação dos demais apóstolos no sentido de que haviam visto o Senhor vivo. Como pode tal postura? Tomé era um dos 12 discípulos, acompanhou diariamente Jesus durante seus três anos de vida pública e foi testemunha ocular de inúmeras ocorrências denominadas milagres na época[2].

Ora, a vitória do Cristo sobre a morte era considerada escândalo pelos judeus e loucura pelos gentios conforme nos narra Paulo de Tarso[3], tendo o Apóstolo dos Gentios espe...

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